O mercado doméstico de trigo segue com lentidão no ritmo dos negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento, os produtores seguem aproveitando as janelas de sol para evoluir nos trabalhos de colheita. “Afora isso, as atenções seguem voltadas para os leilões do governo”, disse.
No segundo leilão de PEP realizado pela Conab, com oferta para o escoamento de até 154,8 mil toneladas de trigo em grão, encerrou com demanda para 64,7 mil toneladas (42%). Já o segundo leilão de Pepro realizado pela Conab, com oferta para o escoamento de até 175.050 toneladas de trigo em grão, encerrou com demanda para 95,257 mil toneladas (54%). No acumulado das duas primeiras operações o total de recursos ofertados cobria o escoamento de 639,450 mil toneladas, sendo 300.000 toneladas para o RS; 240.000 toneladas para o PR; 28.000 toneladas para Minas Gerais; 24.600 toneladas para Santa Catariana; 20.000 toneladas par São Paulo; 7.200 toneladas para o MS e 3.250 toneladas para a BA. A demanda correspondeu a 56% dessa oferta. Nos estados de MG e SP não houve interesse. SC demandou apenas 2%; GO/DF 25%; RS 47%; MS 50% e BA 54%.
“O destaque fica para a demanda paranaense que foi de 86% do ofertado. Com a colheita na reta final e, apesar das perdas expressivas nos Campos Gerais, com bom volume de trigo de boa qualidade, os paranaenses estão aproveitando os preços mínimos atrativos e, consequentemente, os prêmios elevados, para comercializar”, salientou.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. Após quatro altas consecutivas, o mercado realizou parte dos lucros recentes. A queda foi movida pelo indicativo de melhor nas condições das lavouras de inverno dos Estados Unidos.
A força do dólar em relação a outras moedas e a derrocada do petróleo completaram o quadro baixista. Conforme agências internacionais, o mercado carece de notícias positivas, o que fez com que preponderasse o viés de queda.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo de inverno. Segundo o USDA, até 5 de novembro, 50% estavam entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular e 17% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 47%, 35% e 18%, respectivamente.
No fechamento, os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 5,70 1/4 por bushel, baixa de 5,50 centavos de dólar, ou 0,95%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2024 eram negociados a US$ 5,96 por bushel, recuo de 6,50 centavos, ou 1,07% em relação ao fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,8730 para venda e a R$ 4,8709 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8586 e a máxima de R$ 4,9074.
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Fonte: Safras e Mercado