Grande disponibilidade de oferta mantém preços da carne de frango estáveis.

23 de fevereiro de 2026

O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pelo recuo das cotações no curto prazo, em linha com a grande disponibilidade de produto ofertado, em especial na região Nordeste.

Iglesias explica que, além disso, se acentua o descarte de matrizes, estratégia que sinaliza para redução do alojamento de pintainhos.

O mercado atacadista, por sua vez, ainda conta com sintomas de excesso de oferta. “Os preços caíram de maneira uniforme, com um ou outro corte encontrando algum tipo de suporte. O retorno às aulas será importante para o processo de retomada dos preços”, disse o analista.

O especialista ressalta que a carne de frango vem ganhando competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina, o que será de fato muito importante na retomada. “As exportações permanecem em altíssimo nível, contribuindo para reduzir a disponibilidade de produto no mercado doméstico”, conclui.

Preços internos

Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 9,40, o quilo da coxa em R$ 6,35 e o quilo da asa em R$ 10,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 9,80, o quilo da coxa em R$ 6,50 e o quilo da asa em R$ 10,50.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 9,50, o quilo da coxa de R$ 6,45 e o quilo da asa de R$ 10,10. Na distribuição, o preço do peito permaneceu em R$ 9,90, o quilo da coxa em R$ 6,60 e o quilo da asa em R$ 10,60.

O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,10 e, em São Paulo, em R$ 5,20.

Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65. Na integração do oeste do Paraná, a cotação permaneceu em R$ 4,60 e, na integração do Rio Grande do Sul, seguiu em R$ 4,65.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 5,20, em Goiás em R$ 5,05 e, no Distrito Federal, em R$ 5,05. Em Pernambuco, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 5,00, no Ceará de R$ 5,50 e, no Pará, de R$ 5,60.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 485,769 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 48,576 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 263,918 mil toneladas, com média diária de 26,391 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.840,6.

Em relação a fevereiro de 2025, há um avanço de 24,6% no valor médio diário, alta de 20,9% na quantidade média diária e valorização de 3,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Foto: Freepik

 

Fonte: Safra e Mercado