Os moinhos brasileiros de trigo seguem abastecidos e os produtores tem necessidade de venda para abrir espaço em seus armazéns para acondicionar a safra de verão. Segundo o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, essa combinação vem gerando pressão sobre as cotações do cereal no mercado doméstico.
As indicações de comprador, tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul, ficam por volta de R$ 1.200 a tonelada para trigo pão tipo 01. Em relação à semana anterior as retrações são de 5% e 4,2%, respectivamente. Na comparação com igual momento do mês anterior a queda é de 7,8% no Paraná e 4,4% no Rio Grande do Sul. O principal questionamento dos agentes neste momento é se essa retração pode ganhar força ou é pontual.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. Desde o início da sessão, o cereal oscilou entre os territórios positivo e negativo. Segundo agências internacionais, os contratos acompanharam os mercados europeus, revertendo as perdas da segunda-feira.
Os investidores ajustam posições frente ao relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira (6). A alta do petróleo em Nova York, juntamente da desaceleração do dólar frente a outras moedas correntes contribuíram com o avanço dos preços.
No fechamento, os contratos com entrega em março eram cotados a US$ 5,95 por bushel, alta de 4,75 centavos de dólar, ou 0,8%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2024 eram negociados a US$ 6,02 3/4 por bushel, recuo de 3,75 centavos, ou 0,62% em relação ao fechamento anterior.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,38%, sendo negociado a R$ 4,9621 para venda e a R$ 4,9601 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9508 e a máxima de R$ 4,9809.
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Fonte: Safras e Mercado