Agro brasileiro é fundamental para frear o aquecimento global

24 de outubro de 2022

O agro brasileiro, por ser um dos mais potentes do mundo, é um grande emissor de gases do efeito estufa. Mas também é fundamental na solução para conter o aquecimento global. Muitos agricultores e pecuaristas no país já adotam tecnologias sustentáveis que mitigam ou neutralizam as emissões de carbono e, em muitos casos, até sequestram os gases de efeito estufa.

O desafio, porém, é fazer isso ganhar escala e permitir com que todas as propriedades rurais do país tenham acesso a esse conhecimento e a essas tecnologias. Além do impacto ambiental de diminuição das emissões, alguns cultivos e métodos de produção podem aumentar a produtividade e a eficiência no campo. Marina Piatto, diretora-executiva do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), explica:

“Reduzir as emissões no agro significa aumentar a eficiência e aumentar a produtividade, com a adoção de práticas agrícolas mais modernas. Um outro aspecto importante que a gente tem que considerar neste debate, é a questão da adaptação. Com a alteração do regime hídrico, provocada pela mudança climática e também pelo impacto na biodiversidade, as culturas agrícolas e a produção animal vão ter que se adaptar a essas novas condições e os produtores precisam ficar atentos para prevenir quebras de safra e perdas financeiras”.

Falar das mudanças climáticas e das tecnologias sustentáveis é extremamente importante, principalmente porque, daqui a algumas semanas, o mundo vai para o Egito discutir esse assunto na 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). Nela, os países vão definir os seus papéis para alcançar a meta de evitar que a temperatura no planeta suba mais do que 1,5°C até 2030.

A COP ocorre todos os anos em algum lugar do mundo e é um importante canal de troca de informações e de oportunidades para países como o Brasil, que tem uma economia agrícola muito forte e desenvolvida, podendo se beneficiar de investimentos estrangeiros justamente porque é capaz de adotar as tecnologias que colaboram com o planeta.

Foto: Marcos Fantin/Ed. Globo

 

Fonte: Globo Rural