O volume recebido de amêndoas nacionais aumentou 42% no mês de setembro em comparação com agosto, de 10.703 toneladas para 15.201 toneladas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve uma queda de 27,2%, quando a quantidade foi de 20.879 toneladas. Os dados foram compilados pelo SindiDados e divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).
Em nota, Anna Paula Losi, diretora-executiva da AIPC, explica que, em 2022, os números estão relativamente estáveis, demonstrando que “a recuperação da produção está se consolidando”. O acumulado dos nove primeiros meses do ano ainda apresenta um recuo mínimo de aproximadamente 0,03%, uma diferença de 44 toneladas de amêndoas.
Nos últimos nove meses, foram processadas 165.356 toneladas de amêndoas de cacau, um recuo de cerca de 1% em relação às 166.968 toneladas do mesmo período em 2021. Já na comparação entre agosto e setembro, o volume processado cresceu 0,02%, passando de 19.693 para 19.697 toneladas, um crescimento de 10,1%em relação ao ano anterior.
“A moagem no mundo tem sofrido reduções em razão da instabilidade econômica global. No Brasil, não é diferente, mas ainda que ainda estejamos com um volume menor do que no ano passado, a perspectiva é que volume de moagem se aproxime da média dos últimos cinco anos, que é de 220 mil toneladas”, pondera Losi.
Menos importações
Em setembro de 2022, não houve importação de amêndoas, de acordo com a AIPC. No acumulado de janeiro a agosto, o país soma 11.034 toneladas. De janeiro a setembro de 2021, viram de fora do Brasil 46.757 toneladas. A executiva da AIPC afirma que “com os resultados positivos da safra, a necessidade por cacau importado tem sido reduzida e a perspectiva é que, nos próximos anos, essa queda na importação seja ainda mais forte”.
As exportações de derivados também diminuíram no acumulado do ano. O Brasil atende principalmente os mercados dos Estados Unidos, Argentina e Holanda. Enquanto em 2021, os embarques foram de 40.656 toneladas, neste ano, elas somam apenas 37.462 toneladas; queda de 7,9%. “O cenário global de retração na Europa e EUA e a crise na Argentina têm impactado negativamente na exportação de derivados”, destaca Losi.
Foto: Erik Lopes/TNC
Fonte: Globo Rural