Empresa investe R$ 10 milhões e pretende confinar 500 mil bois até 2021 em Goiás

Objetivo é aproveitar aquecimento do mercado internacional de carne bovina e oferecer produtos premium

Por CampoTV
02/07/2020 - 09:41
AGROPECUÁRIA

Foto: GDR

A GDR Confinamento irá investir cerca de R$ 10 milhões neste ano para um novo negócio de confinamento bovino na fazenda Prêmio Mix, em Bela Vista de Goiás (GO). A ideia é confinar 40% das cabeças do próprio rebanho e 60% em parceria com outras empresas, terminando cerca de 500 mil bois até 2021.

Por meio de sistema de engorda de boitel, voltado para aqueles produtores sem estrutura própria para confinamento, o pecuarista custeia o período de engorda intensiva e no final do período paga a diferença pelo trabalho. O cliente entrega o animal com 14 arrobas e o recebe com 20 arrobas no final do período.

Com essa alternativa de terceirização, os pecuaristas finalizam seus lotes em cocho de um parceiro, garantindo mais produtividade na operação, com melhor taxa de lotação e mais rapidez no giro de estoque do gado. Para ter resultado, o rendimento de carcaça tem que ser de no mínimo 56%, de acordo com a GDR.

"Um ‘boi gordo’ não pode exceder ao período de 100 dias se alimentando no cocho para ir para abate, caso contrário ele atinge um custo muito alto de operação, porque o animal passa a se alimentar muito e seu custo fica inviável”, explica Pedro Ruiz Bastos, diretor de originação da GDR Confinamento.

Por meio desse novo projeto, a empresa pretende ter controle da matéria-prima que vai abastecer o frigorífico, bem como do preço da arroba e do número de vacas à disposição do mercado. “Tendo bovinos numerosos para comercialização, é possível obter maior controle no negócio”, aponta o diretor.

Neste primeiro ano, a fazenda Prêmio Mix irá confinar apenas zebuínos, mas, em 2021, também pretende trabalhar com animais da raça Angus. O projevo prevê, ainda, rastreabilidade por meio de código de barra na peça cortada, o que permite identificar a procedência caso haja problema. “Enquanto alguém estiver comendo o bife, a origem poderia ser rastreada”, diz Bastos.

 

Fonte: Globo Rural